Joãozinho está (des)conectado?

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As novas tecnologias possibilitaram ao mundo novos meios de proceder com atividades cotidianas facilitando a vida e gerando resultados cada vez mais amplos. Estar conectado é uma forma de aprender, de se aproximar e de estar antenado em primeira mão a tudo o que ocorre, porém, alguns ainda vivem com o pé atrás, não aproveitando da imensa gama de possibilidades e facilidades que as tecnologias trazem consigo. O desafio atual é fazer releituras e cada vez mais dinamizar a vida humana, elevando assim a qualidade de vida.

 

Cinema: a expectativa e a realidade das produções

Uma das maiores dificuldades de realizar cinema na região é falta de incentivo governamental e as existência de poucas políticas de fomento. Mesmo com um aumento na conquista de editais por parte de produções do norte, ainda há muitas outras que ficam de fora e é essa verba que potencializa, seja a produção ou pós-produção. O cinema é caro de fazer e precisa de muitos equipamentos. Levando em conta esse contexto,  nossa equipe elaborou a charge abaixo:

Charge Cinema

Equipe: Andrey Gomes, Soanne Coutinho, Renan Gonçalves, Luana da Cunha, Giovanna Araújo, Ynnara Gabriela

Conheça Diego Bauer e um pouco mais sobre a sua trajetória no cinema

diego obeso
Diego Bauer em cena no curta “Obeso Mórbido”

Em busca de conhecermos um pouco mais o trabalho do ator e diretor manauara Diego Bauer, realizamos essa entrevista com o intuito de sabermos quais os processos fáceis e difíceis que ele enfrentou para a produção de seus filmes. Além disso, também o questionamos sobre tudo o que lhe motivou a fazer cinema e, principalmente, fugindo do contexto indígena, o qual é muito trabalhado aqui no Amazonas.

Equipe:Como surgiu seu interesse por cinema e sempre foi sua vontade estar nessa área?

Diego: Não. Meu desejo original não era o cinema. A primeira vez que eu tive que escolher uma profissão foi para fazer jornalismo, que eu fiz o vestibular para jornalismo e passei, meu primeiro contato com arte foi no teatro e não no cinema, e faço teatro até hoje. Cinema veio só quando eu já estava na UFAM, porque tinha um programa na TVUFAM, o SETUFAM, que era o CineSet. Enfim, eu estava no 1° período/2° período e estava maluco para fazer qualquer coisa, qualquer oportunidade, eu estava querendo fazer qualquer coisa que aparecesse, ainda bem que eu tinha esse espírito. Eu encontrei o SetUfam, e a galera já falava de filmes que eu nunca tinha ouvido falar, eles falavam de diretores e eu nunca tinha parado para pensar o nome do diretor de um filme, para quê saber o nome do diretor? E eu comecei a assistir. Acho que meu interesse por cinema estava veiculado a minha carreira no teatro, porque eu comecei querendo ser ator de teatro e só depois pensei em ser ator de cinema. Atuei no primeiro filme do Rafael Ramos, de ficção “A Segunda Balada” que não existe mais, já que o diretor engavetou, ou jogou fora. Depois eu logo me dei conta que ninguém ia me chamar para atuar em filme nenhum, então se eu quero fazer um filme, eu vou ter que escrever e dirigir, é isso. E aí, eu me apaixonei por cinema, e a minha formação é muito ligada à uma coisa de festival, eu assistia muita coisa que eu não gostava, mas também vi muita coisa que me inspirou. Então, veio mais dessa coisa cinéfila mesmo, porque eu nunca me vi fazendo um filme, de verdade. Eu nunca me vi fazendo, como diretor, eu pensava como ator, mas aí com questão da cinefilia, eu comecei a ver ideias de colegas daqui. E acho que isso me motivou a fazer isso. Eu, realmente comecei a ter uma relação mais de pensar cinema, com o passar do tempo a minha visão de ator ficou muito em segundo plano, e isso me afastou do teatro, com o passar do tempo, eu era só ator de teatro, depois queria virar ator de cinema e de teatro. E aí depois disso, para eu ser ator de cinema, eu pensei eu vou ter que escrever um roteiro, para eu dirigir. Até hoje, eu gosto mais de dirigir, do que de escrever, eu prefiro pegar ideias de outras pessoas e melhorar.

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Entrevista com o produtor audiovisual Yure César (602 Filmes)

produtora
Esquerda para a direita: Yure César (proprietário da 602 Filmes), Renan Gonçalves, Giovanna Araujo, Luana Cunha, Priscila Cova (filha do Yure) e o terceirizado da produtora.

Com o objetivo de entender como funciona e quais os desafios que as produtoras de filmes em Manaus enfrentam, realizamos uma  entrevista com o proprietário da Produtora 602 Filmes, Yure César. Através dela descobrimos a sua origem e quais as estratégias, funções e serviços prestados a produtora desenvolve. Questionamos também o reconhecimento da produtora nacional e internacionalmente e onde seus prêmios foram conquistados. Confira abaixo:

Equipe: Como surgiu a 602?

Yure: A 602 surgiu em 2009-2010 informalmente, após eu me desligar de uma produtora que eu trabalhava, eu já estava no mercado há um bom tempo, já estava há mais de 10 anos trabalhando nesse mercado. Comecei como assistente de produção, depois fui trabalhar como produtor, fui produtor de programa de TV, de jornais, de conteúdos de algumas redes de TV e depois continuei como produtor, saí da TV e montei um programa, com o Pablo.Ficamos no ar com esse programa, era um programa de esportes, aventuras, viagens, a gente viajava e praticava esportes, a gente associou as coisas que a gente gostava e o trabalho. O programa ficou 10 anos no ar.

 Equipe: Ele ficou no ar aonde?

Yure: Ele ficou na NET, Amazon Sat, SBT. Depois eu conheci a Raquel e depois que eu saí de uma produtora que eu estava trabalhando e me especializei e comecei a estudar muito a fotografia, fui fazer um curso em 2007 em São Paulo, fiquei fora por um tempo e me especializei na fotografia para cinema, são duas coisas que eu gostava muito de fazer e trabalhava assim na área da fotografia, a maioria dos projetos eu estou filmando ou produzindo. Em 2007 me especializei e comecei a fazer alguns trabalhos de filmes aqui e o mercado também não era muito grande, a gente não tinha muito incentivo e a produção cinematográfica depende muito desses incentivos que são os editais, os recursos para poder chamar a produção etc. Conheci a Raquel, estava trabalhando em uma produtora em 2009 e comprei uma câmera e um equipamento para começar a fazer uns trabalhos informais. Comecei a ficar em casa e o 602 era o número do apartamento que eu morava. Começou informalmente, a gente começou a atender sem pensar em ter um volume maior, era uma coisa mais simples, e assim ficou 602 Filmes. Depois de 6 meses a gente teve que mudar, viemos para uma salinha e tivemos a ideia de comprar mais equipamentos e ir locando que é um dos traços mais marcantes do nosso atendimento, somos uma locadora e produtora também. Participamos também dos editais, já ganhamos alguns de séries em 2016, o do Largo São Sebastião, ano passado raptamos 1 milhão para fazer um longa e outros projetos que a gente também tem parceria. Eu como profissional de diretor de fotografia, já fiz bastante coisa principalmente com o Sérgio Andrade, o diretor daqui que tem um trabalho muito legal.

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A Webrádio na realidade manauense

Escutamos rádio o tempo inteiro. Sem perceber, a rádio se uniu a outros meios de comunicação como a televisão e a Internet, e assim consegue permanecer viva na cidade de Manaus . Se não podemos usar o celular, ou não podemos ver televisão pela falta de tempo, eu tenho a rádio.

Equipe de rádio: Andrezza Rebelo; Anna Esther; Cássia Rodrigues; Enio Barbosa; Kaio Miguel; Vivian Silva.

Entrevista com Daniel Jordano (Rádio Band News)

Daniel Jordano - Rádio Band News
Daniel Jordano – Rádio Band News

A equipe entrevistou Daniel Jordano, diretor da Rádio Difusora Band News, rádio que tem como slogan “Em 20 minutos, tudo pode mudar” e transmite notícias a toda região metropolitana (Itacoatiara, Manacapuru, Iranduba, Autazes, Careiro, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Manaquiri, Careiro da Várzea). Confira:

a) Conte-nos, brevemente, a história da empresa da Rádio Difusora Band News:

Bem, a rádio Difusora já havia um projeto de firmar uma parceria com a Rádio Band News de São Paulo. Depois que a confirmação da migração da frequência AM à FM da Rádio Difusora ocorreu, houve a assinatura no dia 17 de março de 2017 da inauguração da frequência 93,7, onde trabalhamos desde então. A nossa rádio possui a característica de transmitir notícias 24 horas, e há cada 20 minutos tentamos levar fatos novos aos nossos ouvintes.

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Jornal impresso: protagonista e coadjuvante

Pensando nas múltiplas realidades de produção, venda e consumo do jornal impresso, o ensaio fotográfico tem como objetivo demonstrar as diferentes realidades presentes, que muitas vezes passam despercebidas. Suas múltiplas funcionalidades transcendem o fato de ser apenas um suporte de difusão de informações, sendo que a composição fotográfica apresentada transmite várias realidades não percebidas. Os jornais impressos em sua importância não são protagonistas nem coadjuvantes, estão integrados com o cotidiano e vivência da população.

Equipe: Andrielly Mitouso, Beatriz Farias, Emanuele Siqueira,
Jessiane Guimarães, Rubia Gomes

Conheça um pouco mais sobre a história e características do centenário Jornal do Commercio

Jornal do Commercio
Fonte: imagem feita pela equipe

O Jornal do Commercio, fundado em 2 de janeiro 1904, por J. Rocha dos Santos, é um jornal brasileiro sediado em Manaus, capital do estado do Amazonas, de propriedade da Empresa Jornal do Commércio Ltda.

Foi o terceiro jornal da América do Sul a importar uma máquina linotipo, para composição de textos, em 1906. Sua linha editorial está voltada para a economia e a política. Atualmente é o jornal mais antigo em atividade na Amazônia e um dos mais antigos do Brasil.

O jornal testemunhou a decadência econômica com o declínio do ciclo da borracha e sofreu as consequências dessa crise. O jornal registrou, neste período, fatos históricos, como a Primeira Guerra Mundial, em 1914, o naufrágio do Titanic, em 1912, e a Grande Depressão norte-americana, em 1929.

Em 1943, o jornal passou a ser controlado pela rede de Assis Chateaubriand, a maior rede de comunicações brasileira, a Diários Associados. A trajetória dos Diários Associados começou em 1924 quando o jornalista Assis Chateaubriand investiu em O Jornal, publicação que circulava no Rio de Janeiro.

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Tecnologia e regionalismo em imagens

As fotos apresentam um olhar interpretativo da combinação entre tecnologia e regionalismo, mostrando como o povo amazônida hoje consome informação de forma cada vez mais dinâmica, sem abrir mão de tradições culturais, como as viagens de barco e o tempo aproveitado entre amigos, a vivacidade das cores mostra como a região naturalmente muito quente se integrou com os dispositivos eletrônicos, de uma maneira única, que pertence ao jeito amazônida de ser.

Equipe: Caroline Barbosa, Hendryw Sousa, Ricardo Matheus, Herlon Santos, Isaías Santana Matheus Diogenes, Tierry  Saldanha (Disciplina Realidade Regional em Comunicação/ 2018)